artes do palco

CALOR É A NOSSA LÍNGUA

design, ilustração

identidade-visual, redes-sociais

Este é um gesto coreográfico de expansão. Nesses 15 anos de trajetória, é a primeira vez que dirigimos um elenco convidado e experimentamos um novo jeito de viver a direção coletiva. O _vão_ hoje é um campo, um terreno, onde, nesta criação, cada pessoa que compõe essa paisagem olhou por diferentes ângulos um mesmo horizonte. “Calor é a nossa língua” marca esse período de transformação. É uma dança que investiga o calor como encontro, afeto e transmutação. Um acontecimento nutrido pelas ficções que emergem “naquilo que acontece no encontro”, ou, como bell hooks define o amor, como “aquilo que o amor faz”. Um “corpo-mão” que pensa pelo toque, sente pelo movimento e cria em relação. Um corpo que, ao tocar o mundo, é também transformado por ele. “Calor é nossa língua” nutre nossa prática de manter sempre viva, quente e movente, a pergunta: o que é e como estar junto?

Identidade visual para o espetáculo resultante do processo realizado pelo campo de criação em dança vão na 36ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo – Secretaria da Cultura e Economia.

A identidade visual parte do calor não como forma, mas como efeito e agente de transformação. As peças se constróem em dialogo com os contrastes sensoriais propostos pela direçao de arte e pelo figurino do espetáculo: plásticos, látex e superfícies translúcidas evocam uma pele que conduz calor, enruga, derrete para dentro e transmuta o ambiente. O toque aparece mesmo na ausência, como um fantasma que ativa o corpo em dança. Partindo das fotos de Mayra Azzi, desenvolvi uma linguagem que se manifesta em distorções geradas pelo movimento, pela impressão artesanal e pelo uso de papel termográfico.

concepção e realização

vão

direção e criação

isis andreatta e juliana melhado

identidade visual

lídia ganhito

fotos

mayra azzi

redes sociais

rodrigo melhado

coordenação de produção

rafael petri

Processo criativo

Experimentações de processos destrutivos de criação de imagens: as fotografias de ensaio por Mayra Azzi foram impressas, escaneadas, reimpressas e fotografadas em baixa resolução, trazendo texturas analógicas criadas por processos digitais.